Agora, falando sério mesmo... Quando eu e mãe estávamos voltando pra casa no carro, deixando para trás o lugar onde logo estarei dividindo minha vida com o cara que eu amo... eu fiquei meio ...assim assim. De lundu, como diria minha mãe. Tinha um gato ronronando no meu peito numa lingua estranha que eu não sei falar e nem compreender. Acho que vem do saber que agora é pra valer, que agora eu vou viver a minha vida, ter as minhas responsabilidades, gerenciar a minha casa, e dormir com outra pessoa quando chegar do trabalho á noite. Não que eu não tenha vivido isso antes. Morei fora de casa por dois anos em Aracruz, mas todo final de semana estava de volta á casa da mãinha, com direito a colinho e tudo o mais. Acho que agora é diferente, porque naquela época eu podia voltar quando quisesse, minha vida ainda morava no meu quarto na casa da minha mãe. Agora estou aqui, olhando os espaços vazios da Tv, do som, do meu quadro de recados e fotos, dos meus bichos de pelúcia... e o mesmo vazio ocupa outra parte de mim. E Amélia me olha como quem diz... "tem alguma coisa na sua garganta?" sim, respondo eu. Um nó. Sempre terei meu lugar na casa de minha mãe. Mas voltar não é uma opção. Pois voltar significa que terei falhado. E quando saímos do lar que conhecemos para formar um novo lar com alguém que achamos conhecer só queremos pensar no sucesso. Começo agora a fase de formar a minha família, com os planos de ser uma esposa, e um dia uma mãe, com todos os valores que aprendí com a minha. Sei que para o Paulo também será meio assim. Talvez pior porque ele nunca deixou seu lar. Nunca morou fora. E vai fazer isso pela primeira vez com uma louca como eu. Ainda bem que ele me ama, porquê senão poderia enxergar a loucura de viver com uma pessoa mau humorada de manhã, com péssimos hábitos alimentares e manias que não são normais... A loucura do casamento é que apesar das diferenças o amor faz tudo ser novidade. E o sorriso do ser amado cura tudo. E faz você pensar que tudo vai ficar bem, mesmo sem TV a cabo, sem varal, sem máquina de lavar e com um rombo na conta bancária. Viva o novo. Viva eu. E viva minha mãe, que me faz acreditar que as loucuras que faço e digo fazem algum sentido. Ainda bem que a gente sempre pode rir de tudo. Até do meu ataque de choro ao escrever este post.
Bem vindos ao nosso blogguinho!
Criamos este blog para que os amigos possam acompanhar o desenvolvimento da nossa novela (estamos quase barrando Friends - já são sete anos!!)- e este ano as coisas finalmente tomaram forma: nosso apertamento ficou pronto, e com ele nossa cabeça cheia de idéias. Na verdade as idéias são mais ou menos tudo o que temos. Tá tudo no virtual, esperando a realidade. Mas como bons professores que somos sempre damos um jeito, não é? Contando com a máxima de que " quem tem amigos nunca está sozinho", contamos com a colaboração e a torcida de todos para que possamos começar o nosso "felizes para sempre".


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